Na década passada, quando os jogos de luta ainda estavam em seu auge, a Capcom apostou em vários projetos no segmento e, dentre eles, games estrelados pelos super-heróis da Marvel Comics como "X-Men: Children of the Atom" e "Marvel Super Heroes". A estratégia deu tão certo que a produtora japonesa apelou até mesmo para uma prática comum nos quadrinhos, o chamado crossover, que geralmente une personagens de universos distintos em um acontecimento especial. Daí surgiram grandes pérolas dos anos 90, como "X-Men Vs. Street Fighter" e até mesmo dois "Marvel Versus Capcom".
Quase dez anos depois, agora em uma época em que jogos de luta já esfriaram, parece estranho testemunhar a união dos rivais em um artifício semelhante. De um lado a clássica série "Mortal Kombat", célebre por sua brutalidade, e do outro os heróis da editora DC Comics, lar de nobres figuras como Super-Homem e Batman. Mas, ainda que batida, esta continua sendo uma grande jogada de marketing, principalmente em um período em que veterana Midway passa por sérios apuros financeiros e precisa desesperadamente de um sucesso.
Mortal Kombat Vs. DC Universe" então já começa com esta missão, deixando claro valeu tudo para garantir boas vendas. Não importou a cronologia de "Mortal Kombat" ou a percepção de que os dois universos não dividem lá muitas similaridades e proporções. E até mesmo a tradição foi jogada pela janela quando a empresa resolveu a censurar os famigerados Fatalities, aqueles golpes finalizadores que arrancam cabeças e membros, para tentar alcançar uma classificação etária mais branda e chegar a um público mais jovem.
O mais estranho é que, mesmo com tais concessões, o jogo acabou funcionando.
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